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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Enjoos extremos durante a gravidez podem levar a distúrbios de comportamento em crianças

Bebês nascidos de mães que tiveram casos persistentes de náusea e vômitos têm mais riscos de depressão e ansiedade na vida adulta.

 

Casos persistentes de náusea e vômitos durante a gravidez podem prejudicar a saúde mental do bebê na fase adulta

Casos persistentes de náusea e vômitos durante a gravidez podem
prejudicar a saúde mental do bebê na fase adulta. (Thinkstock)
Casos de náusea e vômitos persistentes e, às vezes, intensos durante a gravidez podem levar à hospitalização e até à interrupção da gestação. O problema, conhecido como hiperêmese gravídica (HG), pode ter consequências que vão além da gravidez e atingir mais tarde as crianças. De acordo com uma pesquisa publicada no Journal of Developmental Origins of Health and Disease, bebês nascidos de mães que tiveram HG são 3,6 vezes mais suscetíveis a desenvolver ansiedade, transtorno bipolar e depressão na vida adulta.

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O que é hiperêmese gravídica?

 

O distúrbio se caracteriza por náuseas e vômitos violentos que causam desidratação e inanição. Não existe uma causa conhecida, mas acredita-se que fatores psicológicos podem desencadear os vômitos intensos. Normalmente, a hiperêmese desaparece sozinha depois de alguns dias, mas durante sua ocorrência é preciso manter a gestante hidratada e também repor as vitaminas perdidas. É importate frisar que a HG é diferente do mal-estar comum. Se a gestante passar mal, mas não houver perda de peso e desidratação, ela não está com HG. 

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Estudos anteriores já haviam descoberto que as crianças nascidas de mulheres que tiveram náusea persistente nos três primeiros meses da gravidez tinham mais problemas de atenção e aprendizagem aos 12 anos. Outras pesquisas apontavam ainda que a má nutrição fetal, uma consequência frequente da HG, pode acabar levando a uma saúde precária quando adulto. "Apesar da hiperêmese gravídica poder causar a fome e a desidratação na gravidez, nenhum estudo havia determinado seus efeitos a longo prazo para o bebê", diz Marlena Fejzo, coautora do estudo.
 
Depressão e ansiedade - A pesquisa conduzida pela equipe de Feizo levou em consideração relatos de mulheres com HG, que descreveram o histórico comportamental e emocional de irmãos. Descobriu-se, então, que 16% dos voluntários que foram expostos ao HG tinham depressão, frente a 3% do grupo controle (aqueles que não nasceram de mães com HG); 8% do grupo exposto foram diagnosticados com transtorno bipolar, frente a 2% do grupo controle; e 7% dos expostos sofriam de ansiedade na vida adulta, comparados a 2% do controle.

"Ao todo, 38% dos casos do grupo exposto têm relato de um transtorno psicológico ou comportamental, em comparação a 15% do grupo controle", dizem os pesquisadores. Uma hipótese é que essas taxas mais elevadas entre os bebês expostos ao HG podem ser causadas pela desnutrição prolongada e a desidratação das mães durante o desenvolvimento do cérebro fetal. A ansiedade e o stress, comuns durante e após o HG, também poderiam desempenhar um papel importante nas sequelas.

Fonte: Veja/Saúde

Exercício físico é bom remédio contra depressão, diz estudo

Atividades ajudam pacientes que não respondem satisfatoriamente à medicação - e substitui a introdução de novas drogas durante o tratamento da doença.

Depressão: incluir atividades físicas diariamente no tratamento ajuda a melhorar os índices de remissão da doença
Depressão: incluir atividades físicas diariamente no tratamento ajuda
a melhorar os índices de remissão da doença (Thinkstock)
A prática de exercícios físicos é tão eficiente no controle da depressão que pode funcionar até como um tratamento paralelo à medicação. É o que descobriram pesquisadores do Centro Médico UT Southwestern, nos Estados Unidos. De acordo com a pesquisa, publicada no periódico especializado Journal of Clinical Psychiatry, a atividade física pode funcionar como um segundo medicamento aos pacientes que não respondem satisfatoriamente à primeira medicação aplicada após o início do tratamento.

Segundo os cientistas responsáveis pela pesquisa, tanto os exercícios leves como os moderados, se feitos diariamente, funcionam tão bem quanto a inclusão de uma nova droga ao tratamento. O tipo e o nível do exercício a ser incluso da terapia, no entanto, dependem das características de cada paciente – incluindo até mesmo o sexo. “Muitos pacientes que começam a tomar antidepressivos se sentem melhor após o início do tratamento, mas não tão bem quanto antes do começo da depressão”, diz Madhukar Trivedi, professor de psiquiatria e coordenador da pesquisa. De acordo com o especialista, o estudo conseguiu mostrar que inserir a prática rotineira do exercício físico pode ser tão efetivo quanto incluir uma segunda medicação à terapia. “Parte dos pacientes prefere a atividade física, porque o exercício pode ainda fornecer um efeito positivo à saúde global dela.”

Levantamento – Os pesquisadores analisaram voluntários com diagnóstico de depressão que tinham entre 18 e 70 anos. Todos não haviam respondido bem à primeira medicação. Eles foram, então, divididos em dois grupos e receberam níveis diferentes de atividade física durante 12 semanas. As sessões eram supervisionadas por profissionais capacitados e acrescidas de atividades também em casa.

Os participantes se exercitaram em esteiras, bicicletas ergométricas ou em ambos e mantiveram um diário on-line com frequência e duração das sessões. Eles usaram ainda um monitor cardíaco enquanto se exercitavam em casa e mantinham consultas frequentes com psiquiatras durante a pesquisa.

Ao fim da investigação, cerca de 30% dos pacientes em ambos os grupos atingiram uma remissão completa da depressão e outros 20% tiveram uma melhora significativa. Os exercícios moderados foram mais eficazes para mulheres com um histórico familiar de doença mental, enquanto o exercício intenso foi mais eficaz para mulheres que não tinham histórico de depressão na família.

Para os homens, as atividades mais intensas foram mais eficazes, independente do histórico familiar. “Esse é um resultado importante, porque descobrimos que o tipo de exercício necessário depende de características específicas do paciente, isso significa que o tratamento precisa ser adaptados para cada paciente”, diz Trivedi. 

Fonte: Veja/Saúde

Aumenta depressão na terceira idade; saiba como detectar e prevenir

Aumenta cada vez mais a depressão na terceira idade. Os motivos são vários: sentimento de improdutividade, falta de atenção da família ou mesmo o abandono, ausência de vida social, além de fatores genéticos e de personalidade. A doença pode vir mascarada de demência ou, por exemplo, o Alzheimer. O importante é que há como prevenir, principalmente as pessoas que ainda não chegaram à terceira idade e precisam se organizar para uma velhice ativa, afastando assim os riscos da depressão. 

Segundo o psiquiatra, Sebastião Mauricio Bianco, um grupo de várias universidades realizou uma pesquisa sobre o índice de depressão no mundo e fizeram uma entrevista em diversos países. O Brasil foi campeão mundial, com 20% da população depressiva. “E na população de idosos esse número é muito maior”, acrescenta.

CAUSAS

A depressão, segundo o médico, é causada por três fatores: genética, eventos estressantes e o psicológico de cada um. “Nesse sentido o idoso sofre, além da hereditariedade da doença, o aumento dos fatores estressantes com o avançar da idade”. 

Bianco explica que as perdas do trabalho, dos amigos, parentes, vão ficando cada vez gritantes e a isso se soma uma série de limitações físicas e psicológicas. 

Do ponto de vista de saúde mental, o mais saudável é a capacidade de adaptação. “Quanto mais eu me adapto a uma situação difícil, mais capaz eu sou. E o idoso vai perdendo essa capacidade adaptativa, favorecendo assim o surgimento da depressão”, explana.

CARACTERÍSTICAS NA 3ª IDADE

Segundo Bianco, as características da depressão nessa fase da vida são um pouco diferentes do que em outras faixas etárias. “Ela é uma depressão mais grave, mais ansiosa, mais frequente, com mais recaídas e a recuperação é muito lenta”. 

Isso acontece porque a medicação é delicada. Há risco de interação medicamentosa, em que um remédio tira o efeito do outro, já que idosos costumam tomar muitos fármacos. 

Também existe o problema dos efeitos colaterais mais graves. “Além do que, existem alguns remédios que os idosos tomam pra diversos problemas que podem causar depressão, como Metildopa (para hipertensão) e corticóides (para doenças alérgicas)”. O psiquiatra ainda salienta que alguns tumores, como de cabeça ou de pâncreas, podem simular a depressão. 

A maioria dos antidepressivos atrapalha muito a vida sexual e, em se tratando do idoso – que já tem certa dificuldade nessa área – o tratamento deve ser ainda mais cauteloso. O problema é que, os melhores antidepressivos, são muito caros. “A prefeitura de Umuarama é uma das poucas da região que disponibiliza alguns remédios de excelente qualidade para o idoso”, pontua. 

Juntando a alta quantidade de remédios, toda a aposentadoria acaba ficando na farmácia, e isso é mais um agravante, segundo Bianco.

PSEUDO DEMÊNCIA

Existe um tipo de depressão muito frequente na terceira idade chamada de pseudo demência, com sintomas característicos de uma demência normal: esquecimento, desorientação no tempo e espaço, etc. “Ao tratar como depressão, esses problemas são resolvidos. Por isso temos que ter muito cuidado. Às vezes os sintomas são de Alzheimer, por exemplo, quando na verdade o idoso está depressivo”.

DIFICULDADES

“Na nossa cultura o idoso é querido, mas não é desvalorizado. A partir do momento em que você se aposenta, você deixa de ser teoricamente produtivo e isso começa a gerar uma série de conflitos”, aponta o psiquiatra. 

As decisões do idoso não são estimadas, a vida das pessoas ao redor é muito corrida e ninguém tem tempo de conversar com eles, causando assim um isolamento. “Por isso, se for feito um teste, a população do asilo provavelmente será mais de 50% depressiva”, analisa. 

Além da questão familiar, existe um agravante que engloba a morte das pessoas que o idoso convivia. Isso faz com que ele vá percebendo que a sua hora está chegando, principalmente com o aparecimento das doenças crônicas. “É uma série de coisas que começam a aparecer e pro homem acaba sendo um pouco mais complicado do que para a mulher”.

Segundo Bianco, a mulher – por uma característica de vida – executa no seu cotidiano três ou quatro funções: é esposa, mãe, dona de casa e trabalha fora. Ao se aposentar, ela só deixa de lado uma das suas atividades. O homem que só ficava no trabalho fica sem ter o que fazer. “Aí é complicadíssimo porque ele fica chato, olhando quanto o relógio está marcando de gastos de luz, água; implica com as compras, se a mulher está gastando muito, etc.”, conta. 

Com isso, sobra para o homem ir ao boteco jogar baralho. “A vida fica muito pobre, inclusive a incidência de alcoolismo entre os idosos está aumentando assustadoramente”, alerta.

COMO PREVENIR

Segundo Bianco, a maior prevenção é a amizade, a vida social, a dedicação a algo. “É muito importante que ninguém fique preso exclusivamente ao trabalho. Eu não posso pensar que vou me aposentar e vai ser maravilhoso, eu tenho que ir me preparando, ter outras atividades, gostar de outras coisas, desejar, por exemplo, serviços voluntários, frequentar Centros de Convivência, grupos de oração e estudo bíblico nas igrejas, tudo isso ajuda muito”.
 
Porém, todas essas mudanças não podem começar apenas na terceira idade. “Essa preparação deve iniciar cedo”, alerta Bianco. “Quanto mais precocemente o indivíduo ampliar suas possibilidades de se exercitar física e mentalmente, melhor será sua velhice”, finaliza. 

ABANDONO EM CASAS DE PERMANÊNCIA

Segundo a coordenadora da Casa de Longa Permanência, Lar São Vicenti de Paulo, Maria Mendes, do total de 98 internos, a média é de que 15% deles tenham depressão, além dos problemas físico-mentais.
 
“Quando percebem que foram abandonados pela família, perderam a convivência com a sociedade e os amigos não vêm visitar, geralmente apresentam os sintomas da depressão”, explica.
 
Porém, cada um com indícios distintos, de acordo com a personalidade. “Geralmente ficam tristes, isolados, mas não costumam falar que sentem falta de algo. Acabam guardando pra si, por causa do amor à família”.
 
Segundo Maria, uma minoria dos familiares e amigos visita os internos com freqüência, e por “freqüência” entende-se de dois em dois meses, no máximo. “Daí eles acabam criando no Lar um novo universo, uma nova sociedade, já que os amigos de jogar baralho na praça sumiram. Aqui eles substituem a família nuclear, já que sem uma família fica muito difícil viver”, finaliza.
 
“No Brasil, impressiona a rapidez com que o envelhecimento tem ocorrido, visto que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até o ano de 2025, a população idosa no Brasil crescerá 16 vezes, contra cinco vezes da população total. Isso classifica o país como a sexta população do mundo em idosos, correspondendo a mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais de idade (OMS, 2006). Esse aumento da população idosa esta associado à prevalência elevadas de doenças crônico-degenerativas, dentre elas aquelas que comprometem o funcionamento do sistema nervoso central, como as enfermidades neuropsiquiátricas, particularmente a depressão”.

EM NÚMEROS

20%
Dos brasileiros tem depressão, segundo estudo feito por várias universidades do mundo. O número aumenta vertiginosamente entre idosos;

15%
Dos internos na Casa de Longa Permanência São Vicente de Paulo têm depressão, sem contar nos problemas físico-mentais

16 vezes
Crescerá a população idosa no Brasil até 2025, segundo a Organização Mundial da Saúde
 
“A mulher – por uma característica de vida – executa no seu cotidiano três ou quatro funções: é esposa, mãe, dona de casa e trabalha fora. Ao se aposentar, ela só deixa de lado uma das suas atividades. O homem que só ficava no trabalho fica sem ter o que fazer, por isso a depressão é mais presente entre eles”.
(Sebastião Maurício Bianco, psiquiatra)

“Quando percebem que foram abandonados pela família, perderam a convivência com a sociedade e os amigos não vêm visitar, geralmente apresentam os sintomas da depressão”.
(Maria Mendes, coordenadora do Lar São Vicente de Paulo)

Fonte: Umuarama Ilustrado

‘Supermães’ tem maior chance de sofrerem depressão

Acreditar que se pode ter tudo é uma coisa bonita, mas que está levando muitas mamães a depressão. Segundo um novo estudo, as “supermães” têm maiores taxas de depressão, em comparação com mães que trabalham e que deixam as coisas passarem.

O estudo descobriu que o trabalho é bom para a saúde mental das mães. E, entre as mães que trabalhavam, as menos deprimidas eram aquelas que não esperavam conseguir equilibrar o trabalho e a vida familiar sem problemas.

“Atribuir um ideal que as mulheres podem fazer tudo ao mesmo tempo na verdade aumentou o nível de sintomas depressivos delas, em comparação com as mais céticas sobre trabalho e família”, disse a pesquisadora Katrina Leupp.

Os pesquisadores analisaram as respostas de 1.600 mulheres casadas. Em 1987, as mulheres responderam a perguntas para avaliar seu apoio ao sexo feminino no mercado de trabalho, inclusive se elas concordavam com afirmações do tipo “As mulheres são muito mais felizes se ficarem em casa e cuidarem de seus filhos”.

Em 1992 e 1994, as mulheres, no momento com 40 anos, responderam perguntas sobre seus sintomas de depressão. 

Como em estudos anteriores, os dados da pesquisa indicaram que as mulheres que trabalhavam fora tinham menos sintomas de depressão, talvez porque o emprego fora oferece mais interação social, atividades mais variadas e uma renda maior.

Entre as mulheres ocupadas, as mais felizes eram aquelas que indicaram que tinham, quando eram anos mais jovens, o mínimo para aquelas que queriam combinar a carreira e a família. “Ironicamente, as mulheres que não esperavam ser capazes de equilibrar o trabalho e a família tinham melhor saúde mental do que as que esperavam”, conta Leupp.

Leupp não sabe explicar as descobertas, mas diz que a razão dessa relação entre otimismo e depressão pode ser devido às expectativas das mulheres, e os verdadeiros ambientes de trabalho. 

Mulheres que esperam “ter tudo” provavelmente se deparam com locais de trabalho que não são projetados para o equilíbrio com a vida familiar. O mundo real não é aquilo que elas tinham em mente. E, quando elas não conseguem equilibrar tudo perfeitamente, as “supermães” são mais propensas a sentir frustração e culpa.

“A pesquisa demonstra a incompatibilidade entre as expectativas das mulheres e a real estrutura do local de trabalho”, explica Leupp. Segundo a pesquisadora, as mães que trabalham devem moderar o seu otimismo sobre vida familiar e emprego, e não culpar a si mesma se for difícil equilibrá-los – porque é difícil.
Fonte: Hype Science

Veja 10 atitudes que combatem a depressão e não têm custo


Não se culpe - esta é a mais simples, barata e importante coisa que você deve fazer para combater a depressão. Os sentimentos de culpa podem ficar no caminho da recuperação. Segundo o psicólogo Richard Raskin, a pessoa precisa saber que a depressão é uma doença física, como diabetes ou câncer.
















 
Faça exercícios regularmente - a última coisa que você tem vontade de fazer quando está com depressão é se exercitar. Mas caminhar, correr ou ir à academia pode fazer você se sentir bem. Quando feito com frequência, 30 minutos ou mais de exercícios mostraram ajudar nos sintomas da doença. Em um estudo, pacientes que praticavam exercícios tiveram a redução em 50% dos sintomas, em 12 semanas  Foto: Getty Images
Faça exercícios regularmente - a última coisa que você tem vontade de fazer quando está com depressão é se exercitar. Mas caminhar, correr ou ir à academia pode fazer você se sentir bem. Quando feito com frequência, 30 minutos ou mais de exercícios mostraram ajudar nos sintomas da doença. Em um estudo, pacientes que praticavam exercícios tiveram a redução em 50% dos sintomas, em 12 semanas.














Adie decisões difíceis - a depressão pode afetar sua percepção e julgamento, então é melhor deixar para decidir assuntos de relacionamento ou carreira para o momento em que você esteja se sentindo melhor. De acordo com Raskin, um dos sintomas da doença é ter uma visão negativa sobre diversas coisas na vida. Se não há como postergar a decisão não seja impulsivo, peça conselhos e sugestões de pessoas próximas.



Fale sobre isso - contar para as pessoas sobre a sua depressão é melhor do que manter a doença em segredo. O psicólogo afirma que nem todo mundo irá entender e ser solidário. Mas mesmo que as pessoas não entendam exatamente o que você está passando, amigos e familiares podem dar suporte emocional e ajuda na busca por tratamentos.


















Cuide da sua saúde - a pessoa deprimidia tende a deixar de lado a saúde, mas não cuidar de você mesmo pode piorar os sintomas de depressão. Segundo pesquisas, pessoas que experimentam complicações relacionadas ao diabetes são mais propensas a ter depressão e os problemas cardíacos acentuam os sintomas da doença.




Mantenha uma rotina diária - ter uma rotina equilibrada é importante para quem está lutando contra a depressão, segundo Raskin. Independente das atividades que você escolha fazer, tente praticá-las todos os dias,  aconselha o psicólogo. Organizar o dia-a-dia evita a síndrome de ficar de pijamas em casa o dia todo. A rotina equilibrada mostra que se você consegue passar o dia, pode se recuperar  Foto: Getty Images 
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Mantenha uma rotina diária - ter uma rotina equilibrada é importante para quem está lutando contra a depressão, segundo Raskin. Independente das atividades que você escolha fazer, tente praticá-las todos os dias, aconselha o psicólogo. Organizar o dia-a-dia evita a síndrome de ficar de pijamas em casa o dia todo. A rotina equilibrada mostra que se você consegue passar o dia, pode se recuperar.


Dieta saudável - o que você come afeta o seu cérebro. Se você está com depressão, é importante ter uma alimentação equilibrada, com grãos, frutas, vegetais e proteína. Alguns alimentos podem afetar o humor, como os carboidratos que aumentam o nível de serotonina. Estudos sugerem que o Ômega 3, encontrado nos peixes, pode ajudar na luta contra a doença.




Evite drogas e álcool - embora seja tentador, não use drogas ou ingira bebidas alcoólicas. As substâncias afetam os componentes químicos do cérebro, além de a mistura do álcool e drogas com alguns antidepressivos ser perigosa. 






Tente dormir bem - depressão e insônia geralmente caminham de mãos dadas. A falta de sono ou dormir com má qualidade pode afetar o humor da pessoa depressiva. Por isso, é importante dormir o suficiente e em horários regulares.








Não se sobrecarregue - o estresse e a opressão são causas comuns para os sintomas da depressão. Se você está lutando contra a doença, é importante não ficar sobrecarregado com mais atividades do que consegue fazer. O relaxamento é muito importante para pessoas com depressão, segundo Raskin  Foto: Getty Images10 de 10
Não se sobrecarregue - o estresse e a opressão são causas comuns para os sintomas da depressão. Se você está lutando contra a doença, é importante não ficar sobrecarregado com mais atividades do que consegue fazer. O relaxamento é muito importante para pessoas com depressão, segundo Raskin.
Fonte:  Terra/Saúde

sábado, 20 de agosto de 2011

Conheça diferenças entre a depressão e o estado de melancolia

O cineasta dinamarquês Lars von Trier trouxe à cena a melancolia, que estava escondida num canto escuro da casa, encoberta pelo termo médico "depressão".

Seu novo filme é um retrato desse estado de ânimo em todos os aspectos: dos psiquiátricos (sintomas da depressão) aos filosóficos (a tristeza como consciência da solidão humana no universo).

O tema está na ordem do dia, afirma o psicólogo Marco Antônio Rotta Teixeira, que faz sua tese sobre melancolia e depressão na tradição do pensamento ocidental. "Mas a melancolia vem sendo falada com a roupa da depressão."

O atual conceito médico da depressão usa dados mensuráveis para definir esse estado, como tempo de duração de sintomas.

Para a psicanálise, a melancolia é o estágio mais extremo da depressão. A apatia do melancólico é fruto da perda de algo ou de alguém, que precisa ser compreendida e superada, em um processo semelhante ao do luto. A diferença é que, enquanto no luto a perda é compreendida, na melancolia ela é inconsciente: não se sabe o que foi perdido.

"Nada atrai o melancólico, a não ser o próprio sofrimento. Ele está absorvido nele mesmo", diz Sandra Edler, autora de "Luto e Melancolia: À Sombra do Espetáculo" (Civilização Brasileira, R$ 19). A cultura atual conspira contra o melancólico, diz a psicanalista. "Se a pessoa perde algo, precisa se recolher, mas a vida a chama para um eterno desempenho, se não quiser perder espaço."

É o que pensa, também, a psicóloga Ana Cleide Moreira, autora de "Clínica da Melancolia" (Escuta, R$ 37). "Se não temos tempo nem de pensar, não percebemos a perda de algo importante."

Nesse caso, é mais fácil aliviar o sofrimento com remédios. "A sociedade não assimila os estados de tristeza. Precisamos eliminá-los rapidamente para continuar trabalhando", diz Teixeira.
Essa crítica não significa, ressalta ele, fazer apologia da tristeza ou rejeitar as chances dadas pela ciência para lidar com ela.

"As pessoas falam que há um aumento dos casos de depressão, mas o que as pesquisas mostram é um aumento na prescrição de antidepressivos", diz o psiquiatra Ricardo Moreno, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Mas psiquiatras, psicanalistas e psicólogos concordam que drogas têm um papel importante.

"Muitas vezes é necessário tratar a melancolia com remédios. Sem eles, alguns não conseguem nem chegar ao consultório", diz a psicanalista Sandra Edler.

Temperamento de gênios

No filme de Trier, as referências aos sintomas de depressão são explícitas. Como na cena em que Justine (personagem baseada na experiência pessoal do cineasta) não consegue nem entrar no banho.

Os clichês usados para abarcar a tristeza profunda também estão lá: noite, lua, sombras, noiva.

É a retomada da concepção de melancolia como algo que tem uma manifestação doentia (a depressão), mas não é só isso, não pode ser explicado só pela ciência e transcende o indivíduo.

Mesmo sem dizer seu nome, as pessoas reconhecem o sentimento de melancolia. Está na hora em que você percebe não fazer parte da festa, no banzo da noite de domingo, na lembrança da morte.

"A melancolia ganhou diferentes definições na história e até hoje é assim, dependendo de quem fala dela" diz Teixeira.

Hipócrates (460-377 a.C.) a definiu como doença causada por acúmulo da bile negra, que resultaria no temperamento melancólico. O vocábulo vem do grego "melas" (negro) e "kholé" (bile).

O filósofo Aristóteles (384-322 a.C.) levou o conceito para outro plano: a melancolia era uma característica da genialidade, associada ao conhecimento e à intelectualidade.

O professor e crítico de arte Rodrigo Naves lembra que a associação entre genialidade e melancolia é de uma época em que o conceito de individualidade não existia.

"A melancolia era uma deusa, que regia as artes liberais. Nessa noção, a pessoa é preenchida por algo que vem de fora, é regida por entidades, planetas", diz Naves.

Na mitologia e na astrologia, é Saturno, deus do tempo, que devora seus filhos, que traz a morte. No filme de Trier, é o planeta que vem acabar com o mundo.

"A grande ideia da melancolia é justamente a de embaralhar as fronteiras entre dois temperamentos que parecem opostos: o da pessoa deprimida e o da pessoa criativa", diz Frédéric René Guy Petitdemange, professor de História da Arte da Universidade Anhembi Morumbi.

Na semana passada, Petitdemange deu uma aula sobre a iconografia da melancolia na arte do Ocidente, baseada em uma exposição sobre esse tema realizada em Paris e Berlim, em 2006.

Para ele, a essência da melancolia -tristeza profunda ligada ao sentimento de vazio, à perda e à impossibilidade de encontrar sentido nos rituais sociais- não mudou. "A maneira de se discutir o tema pode mudar, mas são questões universais."

Fonte: Jornal Floripa

Depressão na gravidez sem remédio


Relatório mostra que 69% dos medicamentos de uso controlado, a maior parte para quadros depressivos, põem em risco a gestação


Médicos dizem que é preciso avaliar cada caso.
O que é mais perigoso para a mulher grávida: conviver nove meses com a depressão - e ficar suscetível a todas as sequelas, como danos cardíacos e isolamento social - ou tomar um medicamento de tarja preta que controla o transtorno de humor mas pode comprometer a saúde do feto?

Os especialistas já sabem que precisam encontrar uma resposta para esta pergunta, mas ainda não há um consenso universal sobre o uso de drogas controladas durante a gravidez.

Um novo relatório feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de ser divulgado com o objetivo de abastecer os médicos, gestantes e farmacêuticos com informações sobre este tema.

Durante 2010, foram monitoradas pelos técnicos da Anvisa todas as substâncias medicinais vendidas em farmácias e drogarias do Brasil e que precisam de receita para legitimar a venda. No total, foram comercializados 143 tipos diferentes de remédios controlados e, segundo relatório da Agência, 69,7% deles ameaçam, de alguma forma, a gestação, seja por risco de má formação fetal ou aceleração do parto.

Decidimos focar o nosso primeiro boletim sobre os produtos farmacêuticos de uso controlado na gestação porque esta é uma área carente de informações", explica Marcia Gonçalves de Oliveira, coordenadora do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados da Anvisa.

"O problema é que não se faz pesquisas, no Brasil e no mundo, com mulheres sadias e gestantes para atestar qual é a segurança dos medicamentos, até por uma questão de ética", completa Márcia.

A maioria das referências que temos, e que definem se um medicamento é arriscado ou não para a gestação, é de relatos espontâneos dos médicos e das gestantes que acabam sofrendo algum efeito colateral por conta da medicação. Resolvemos fazer este boletim com a classificação de risco para ajudar os médicos, os farmacêuticos e também alertar as usuárias."

Risco ou benefício?

Um dos principais problemas da falta de informação científica sobre os reais perigos dos medicamentos controlados usados na gravidez é que as mulheres já portadoras de algum transtorno psíquico - como bipolaridade, esquizofrenia ou psicose - ficam sem muitas opções terapêuticas quando engravidam.

Outro obstáculo para a saúde feminina é que a depressão - que exige medicamento - cruza o caminho de duas em cada dez gestantes, como mostrou ensaio científico feito pela Sociedade de Pediatria do Canadá, sendo comum como a depressão pós-parto.

O quadro depressivo durante a gestação, de acordo com revisão de 99 estudos feitos por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, amplia em até 50% o risco do bebê nascer com menos de dois quilos. O baixo peso está associado a mais problemas cardíacos, respiratórios e até obesidade futura da criança, sem contar os prejuízos da doença na própria gestante.

Acompanhe a sua gestação no Gravidez semana a semana

Segundo o relatório da Anvisa, justamente para tentar sanar a depressão é que são utilizadas a maior parte das substâncias comercializadas no País (44% delas são para os transtornos comportamentais). Para fugir do dilema imposto à grávida com depressão, o psiquiatria da USP e da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Joel Rennó Júnior afirma que sempre é preciso avaliar o risco e o benefício, de forma individual, antes de usar a medicação.

"Até hoje os trabalhos que avaliavam os riscos do medicamento para as grávidas não levam em consideração o perigo que as doenças não tratadas por medicações podem trazer", pondera Rennó Júnior.

Isolamento, abandono das crianças após o nascimento, desestrutura familiar, separações e uma série de outras consequências fazem parte dos prejuízos da depressão", alerta o especialista, que diz ter acompanhado centenas de casos de grávidas que fizeram uso de remédios controlados e não tiveram nenhum problema com os seus filhos após o nascimento.

"É claro que não há como defender um uso descontrolado de medicamentos, ainda mais na gestação, mas os ginecologistas e os obstetras precisam ter mais atenção com a parte psíquica da grávida durante o pré-natal. Se identificarem algum problema, junto com um psiquiatra, devem avaliar individualmente o risco e o benefício de fazer um tratamento medicamentoso na gestação", acrescenta o especialista.
Informações mais claras

Para o assessor do Conselho Federal de Farmácia (CFF), José Luis Miranda Maldonado, o novo relatório da Anvisa sobre o alerta das medicações durante a gravidez serve inclusive para as mulheres questionarem com seus médicos e com o farmacêutico sobre as vantagens e as desvantagens do uso.

"É uma área ainda muito nebulosa de informações que ainda é muito baseada em 'achismos'", avalia Maldonado.

"Esta classificação de risco à gestação que está no relatório já existia e vinha escrita nas bulas das medicações, mas agora está tudo mais claro e direcionado. São dados que servem para assegurar o prescritos das medicações, o dispensador das mesmas drogas e as usuárias. Elas também podem questionar sobre os riscos e benefícios e cada caso deve ser avaliado."

Fonte: Midia News

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Positive Activity Interventions (PAI)

Médicos, psicólogos e pacientes diagnosticados com depressão podem se acostumar com um novo conceito em breve. São as Positive Activity Interventions (PAI), ou Intervenções de Atividade Positiva. Basicamente, é um novo tratamento contra a depressão.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) apresenta dados alarmantes sobre a depressão. A condição atinge mais de 100 milhões de pessoas pelo mundo. Antidepressivos, segundo os médicos, podem ser remédios realmente úteis, mas funcionam completamente em apenas de 30% a 40% dos casos. Depois de tentar usar de dois a quatro medicamentos diferentes, apenas um terço dos pacientes consegue se livrar da depressão.

A proposta das PAI, apresentada por pesquisadores das Universidades de Riverside e Duke, ambas nos Estados Unidos, é simples. De maneira geral, se trata de desenvolver gentileza e otimismo nas pessoas; produzir felicidade. É um recurso que deve ser usado, segundo os especialistas, quando o paciente depressivo não responde aos medicamentos.

O PAI apresenta vantagens sobre os fármacos. É mais barato trabalhar a felicidade interior do que comprar remédios. O tratamento leva menos tempo, porque as mudanças no humor são percebidas mais rapidamente. A melhora no quadro depressivo também é percebida com mais facilidade. E não menos importante, não carrega nenhum efeito colateral, o que é um problema com alguns medicamentos.

Em busca de métodos alternativos aos remédios, os pesquisadores americanos estudaram a fundo como o humor produzido “artificialmente” pode alterar um quadro médico de depressão. Os benefícios de tratamentos como o PAI, contudo, ainda não são mensuráveis e continuam sendo estudados; daí a recomendação dos médicos de que se use tais métodos como auxiliares, e não como recurso único.

Colocando em termos práticos, esses tratamentos alternativos fazem o paciente depressivo praticar pequenos atos de bom humor na rotina. O paciente precisa frequentemente demonstrar gentileza, escrever bons sentimentos no papel, tomar nota das coisas boas que acontecem com ele, meditar. Segundo os médicos, as ações positivas têm um efeito maior do que geralmente se considera.

Fonte: Hype Science

Depressão no trabalho, um inimigo perigoso

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) até 2020, a depressão será o segundo maior fator incapacitante do trabalho.

 

http://comerciarioconquista.com.br/v2/imagens/depresso.pngSegundo o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), entre 2007 e 2009, o número de afastamentos do trabalho em decorrência de distúrbios emocionais saltou de 3.918 para 6.403 casos. Até 2007 a depressão não era notificada como um mal que poderia ocorrer em cosequência do ambiente de trabalho, até então a doença era subnotificada com outros nomes. Com a criação do Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP), a partir desse ano, a depressão passou a ser identificada e diagnosticada como uma das doenças causadoras de afastamentos do trabalho.

Também segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2020 a depressão será o segundo maior fator incapacitante do trabalho no mundo, perdendo apenas para doenças cardíacas. Outro estudo feito pela Previdência Social, entre 2002 e 2005, aponta que os transtornos mentais e comportamentais já representavam, na época, 33,5% dos casos de afastamento do trabalho, um número bastante razoável, uma vez que nem sempre o problema está localizado em apenas uma pessoa da empresa, mas pode apresentar sintomas em vários membros de um mesmo grupo.

Condições de trabalho ruins, assédio moral (humilhações), exploração da mão-de-obra, excesso de cobranças e prazos, não reconhecimento financeiro, do desempenho e das qualidades do colaborador são alguns dos fatores que levam a depressão proveniente do ambiente de trabalho. Os sintomas mais comuns da doença são: insônia, irritabilidade, dores sem causa aparente, cansaço excessivo, queda de produtividade, perda do interesse pela atividade e dificuldades na tomada de decisões.

A doença que de forma geral atinge cerca de 127 milhões de pessoas em todo mundo, está mais próxima do que imaginamos e não é raro encontramos alguém que conhecemos, ou nós mesmos, apresentando alguns desses sinais. E é preciso ficar atento quando o que parece uma tristeza e irritação comuns tornam-se sintomas recorrentes.

Esse alerta vermelho deve ser redobrado em relação às mulheres, pois elas são as principais atingidas pelo problema: 25% dos casos, em contrapartida a 15% dos homens. Nelas a doença, além de todas as causas já citadas, é proveniente ainda, da discrepância entre um maior esforço no trabalho e a menor recompensa salarial, desequilíbrio entre vida profissional e pessoal e também a preocupação com filhos menores de 18 anos em casa.

Diagnóstico

Embora muitas empresas, hoje, estejam buscando criar um ambiente de trabalho harmônico, onde as qualidades dos colaboradores são reconhecidas, estimuladas, suas potencialidades valorizadas e seus esforços recompensados financeiramente e também que o sistema previdenciário brasileiro tenha criado mecanismos para identificar e tratar a doença, a maior dificuldade, porém, está no diagnóstico.

Por conta do medo de perder o emprego, futuras promoções, o trabalhador demora a procurar ajuda quando percebe sinais de que sua tristeza tornou-se permanente, o que pode causar evolução do quadro e dificultar ainda mais o tratamento. Um caminho contrário, pois muitas empresas, alegando queda de produtividade, optam pela demissão do empregado.

Se você se sente assim, procure ajuda especializada antes que seu problema evolua. Psicoterapias e medicação são os tratamentos mais usados atualmente. Mas você também pode se ajudar. Faça atividades físicas com frequência, procure ter um bom sono, cuide melhor da alimentação e evite substâncias como álcool e cigarros.

Não tenha vergonha de pedir ajuda. Cuide-se e Bom Trabalho!

Fonte: Administradores

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Depressão pode ser problema de hipotireoidismo; saiba mais

http://img.terra.com.br/i/2010/09/13/1651031-8826-atm17.jpg
Quando a glândula não funciona normalmente, o paciente pode
apresentar sintomas similares ao da depressão
Foto: Getty Images
Quase 10 milhões de americanos sofrem de hipotireoidismo - disfunção na glândula tireoide. Em algumas pessoas, o hipotireoidismo altera o humor e pode causar a depressão. Neste caso, o paciente deve ser medicado com substâncias que façam a glândula voltar à normalidade. As informações são da Harvard Mental Health Letter

A tireoide é uma pequena estrutura localizada no pescoço que exerce forte influência em todo o corpo. A glândula libera hormônios que controlam o metabolismo - rapidez e eficiência em que as células convertem nutrientes em energia. Com isso, a tireoide interfere no funcionamento de cada célula, tecido e organismo, inclusive no cérebro. 

Quando a glândula não funciona normalmente, o paciente pode apresentar sintomas similares ao da depressão; como mau humor, fadiga, aumento de peso, diminuição do desejo sexual e problemas de concentração. No entanto, tudo pode ser efeito do hipotireoidismo. A doença também pode causar calafrios, cãibras, ressecamento e frequência cardíaca lenta.

Apesar dos sintomas similares, os casos devem ser tratados com remédios que regulem as atividades da tireoide. A tendência é o desaparecimento dos sintomas, uma vez que a glândula voltar a trabalhar normalmente.

Fonte: Terra/Saúde

Os melhores líderes do mundo eram mentalmente doentes?

http://hypescience.com/wp-content/uploads/2011/08/1st-rate-madness-e1312222425661.jpgPesquisadores argumentam que os transtornos psiquiátricos foram responsáveis pela criação de alguns dos grandes líderes mundiais.

Virou moda falar que a doença mental tem vários lados positivos, o que explicaria a persistência de doenças como a depressão. Por exemplo, a tendência das pessoas deprimidas a remoer sentimentos, normalmente vista como uma característica indesejável porque alimenta o pensamento negativo, poderia aprofundar a compreensão dos seus problemas e melhorar a tomada de decisões.

Infelizmente, há poucos dados empíricos para apoiar esta posição, e seus muitos opositores apontam que as pessoas deprimidas tendem a remoer as coisas de uma forma irracional (e portanto é improvável que isso leve a ideias esclarecedoras). 

Esses argumentos não impediram Nassir Ghaemi de escrever o livro A First-Rate Madness (Loucura Exelente, em tradução livre) argumentando que os melhores líderes durante os tempos difíceis são aqueles com transtornos do humor, uma vez que a doença aumenta as qualidades que a gestão de crises exige.

Tal hipótese provocativa requer provas sólidas. Ainda há muito pouco para sustentar a afirmação de que a doença mental é necessária para o florescimento de traços de liderança. 

Se o realismo, a empatia e a criatividade – ferramentas de sobrevivência, úteis em quaisquer condições – são intensificadas apenas pela insanidade, por que a patologia mental não é mais difundida?

Enquanto ninguém discorda da premissa de que os líderes que são bem sucedidos em tempo de paz são falhos na guerra, e vice-versa, o livro, que foca nos traços de personalidade, fica pouco à vontade com as recentes pesquisa sobre identidade social e dinâmica de grupo, que sugere que a liderança tem mais a ver com a relação entre um líder e seus seguidores do que com o caráter de um indivíduo.

Nesse pensamento tradicional, Winston Churchill, John F. Kennedy (JFK) , Abraham Lincoln, Sonia Gandhi e até mesmo George W. Bush foram influentes em momentos cruciais porque trabalharam duro para serem vistos como atuantes a favor do interesse coletivo dos grupos que representavam.

O livro tem uma abordagem muito diferente, aplicando as ferramentas da psicologia e psiquiatria em figuras históricas para verificar como o seu estado de espírito ditava o seu comportamento. 

A análise é interessante, mas “história psicológica” é uma ciência inexata. Enquanto o sucesso de JFK pode ter sido causado pelo seu uso de esteroides e anfetaminas que o deixaram maníaco, Hitler foi um fracasso porque o seu abuso de metanfetamina fizeram dele muito maníaco. Richard Nixon – geralmente considerado bem sucedido, mas também paranoico e depressivo durante a maior parte de sua presidência em tempos de paz – foi readiagnosticado como mentalmente saudável e, portanto, mal equipado para lidar com uma crise como o Watergate (série de reportagens de denúncia que viraram escândalo político e levaram à sua renúncia).

O autor reconhece a incerteza na tomada de tais exemplos, admitindo que ele nunca poderia provar, por exemplo, que a depressão de Churchill era relacionada à sua avaliação realista do nazismo. Um dos únicos objetivos declarados de Ghaemi é desmantelar o estigma cultural que envolve a doença mental. O motivo é nobre, mas faltam evidências.

Fonte: Hype Science

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Mexa-se! Como se exercitar quando estiver depressivo

Movimente-se! Pois sua vida pode depender disso; é o que sugerem numerosos estudos, que têm identificado o exercício como um fator chave na redução dos sintomas da depressão. 


Uma pesquisa recente, por exemplo, descobriu que, em comparação à idade, raça, sexo, índice de massa corporal, colesterol, pressão arterial e diabetes, é o estilo de vida sedentário de uma pessoa deprimida que, sozinho, responde por aproximadamente 25% do risco de morte relacionada ao coração. 


O maior problema é que, quando você está deprimido, a última coisa que você quer fazer é exercício. Dado o desespero, letargia, insegurança, esgotamento, desinteresse, e vergonha experimentados com a depressão, a sugestão de exercício parece adicionar insulto à injúria.


Saber que o exercício poderia ajudar, mas sentir-se incapaz de fazer atividades muitas vezes contribui para autorrecriminações e baixa autoestima em pessoas com depressão. Parece que quanto mais você vê os outros se exercitando, mais parece impossível que você o faça.


Dada a recente discussão dos prós e contras de medicamentos e tratamentos para a depressão, é importante que as pessoas tenham informações e opções alternativas em mãos. Parece também importante fazer qualquer coisa que possa funcionar para você. 


Se você gostaria de se exercitar, mas acha impossível, aproveite algumas sugestões:


Não pense em “exercício”, pense em movimento com motivação

Não se compare com o vizinho que corre trinta quilômetros por dia. Comece com um plano simples de se mover, fazendo-o em seu tempo e ligado a algo que você ama.


- Estacione e caminhe: se tem uma loja que você gosta de fazer compras, comece movimentando-se lentamente, parando seu carro um pouco mais longe da porta a cada dia. Você vai se surpreender.


- Fale com um amigo: chame alguém para andar com você, nem que for um quarteirão. Mas permita-se parar e voltar atrás. Você está no comando.


- Se apoie: há poder e motivação na companhia de outros, especialmente pessoas que têm uma agenda semelhante à sua. Se você não tem um vizinho com quem possa caminhar, que tal ir a pé até a casa de um amigo querido para conversar com ele?


- Ouça um livro: passeie em torno do seu quintal, seu quarteirão ou em um lugar seguro para ouvir um áudio livro por 10 minutos. Apenas ouça o livro enquanto caminha, limpa a casa, etc.


- Tenha outro motivo: um homem começou a caminhar em uma esteira enquanto assistia reprises de shows que ele amava; seu primeiro objetivo não era se exercitar.


- Ouça música: a música tem um forte impacto sobre a estimulação cerebral. Se você ama certa música, coloque seus fones de ouvido e seu tênis. Comece a se mover; dance, passe aspirador, caminhe, ande de bicicleta. Escolha uma música agitada.


- Visualize uma recompensa: ande toda manhã até a padaria. Pense o caminho todo no café e pãozinho que você pretende comprar.


Não se exercite por sua casa: ajude alguém que você ama

Muitas vezes saltamos de prédios em chamas por aqueles que amamos. Ajudar seus filhos, netos, sócios, animais de estimação, pode ser a motivação que faz do pensamento do exercício necessário e, portanto, possível.


Exemplo: uma jovem viúva com dois filhos em idade escolar era “arrastada” do sofá pelos pupilos até um parque nos primeiros meses após a morte de seu marido. Apesar de sua relutância e queixas, o passeio sempre valia a pena.


Também, uma análise recente de 73 estudos descobriu que a atividade física reduziu significativamente os sintomas de depressão, ansiedade, sofrimento psíquico, baixa autoestima e distúrbios emocionais em crianças e adolescentes na faixa etária de 3 a 17 anos.


Melhore o romance

Muitos casais descobrem que a única oportunidade de estar longe de todos, da interrupção das mídias sociais e do barulho do mundo é caminhando de manhã, após o jantar, etc. É uma maneira de ficarem juntos. Muitas vezes, um ou outro não vai querer ir. Assim, um pode estimular o outro e os dois sempre aproveitarão esse momento – e se exercitarão.


Recompense seu animal de estimação

Ninguém questiona os benefícios que os animais de estimação trazem. Um deles é que as pessoas que possuem animais de estimação tendem a ser mais saudáveis e menos deprimidas, e uma das razões para isso é levá-los para passear. 


Quando estamos deprimidos, no entanto, mesmo isso pode parecer muita coisa. É muito mais fácil simplesmente abrir a porta e deixá-lo sair, mas a necessidade de companhia e o carinho que seu bichinho precisa pode ser algo que lhe torne disposto a empurrar-se para fazer. Se for assim, todos ganham.


Qualquer um que já sofreu de depressão conhece o medo de nunca se sentir melhor. Mesmo o menor passo que você der, no entanto, é um antídoto para esse grande desespero. Você merece o melhor, e deve tentar.

Fonte: Hype Science
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