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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Entenda o que é e como tratar a depressão clínica

Você sabe diferenciar a doença de uma fase de tristeza? Psiquiatra explica quais são os sinais de alerta.

Você sabe o que é, de fato, depressão? Embora muitas pessoas digam que estão “deprimidas” quando bate aquela tristeza, a depressão é, na verdade, uma doença – e uma doença séria. “Depressão é completamente diferente de tristeza”, explica o psiquiatra Geraldo Possendoro. Como saber a diferença? É simples: se você se sente vítima de seus humores, pode ser necessário visitar um médico.

“Todos nós podemos ter momentos de tristeza e momentos em que estamos mais animados e até eufóricos. Mas nós somos senhores dos nossos humores”, diz Possendoro. “O paciente depressivo tem problemas de apetite, dificuldades para dormir, falta de desejo sexual. Ele perde o prazer de fazer coisas que antes gostava. Isso não necessariamente acontece em uma pessoa triste. Quando esses sintomas surgem pode existir um quadro de depressão”, explica o médico. 

Mas, atenção: nem mesmo sintomas depressivos podem significar que você tem, com certeza, depressão. Existem muitas doenças que geram esses comportamentos, mas que não têm nenhum componente psicológico. A mais famosa dela é o hipotiroidismo – a redução da atividade de uma importante glândula chamada “tireoide”. “Para diagnosticar a depressão nem sempre é preciso um psiquiatra. Em primeiro lugar, a pessoa deve procurar simplesmente um médico clínico geral. Antes de um diagnóstico de depressão é preciso excluir outras doenças”, explica Possendoro.

Se a atividade da tireoide é normal e nenhuma outra enfermidade é detectada, o psiquiatra entra em cena. É dele a responsabilidade de descobrir qual o tipo de depressão do paciente – e, sim, existem muitos. Há desde a depressão “unipolar”, que tem um componente genético, até a do chamado “transtorno bipolar”, passando pela “depressão de adaptação” – aquela que surge após um evento traumático, como, por exemplo, a perda de um ente querido.


O tratamento varia de acordo com o paciente e com o tipo de depressão. “Se for uma depressão leve, e isso fica a critério do profissional que avalia, ela pode ser tratada exclusivamente com psicoterapia”, diz Possendoro. “Se ela for de moderada a grave, a ponto de estar comprometendo o apetite, com emagrecimento, e comprometendo a performance profissional, é necessário o uso do medicamento antidepressivo”, diz o médico.


Esse medicamento pode ser mantido a curto prazo, no caso de uma depressão de adaptação, ou mesmo por toda a vida, em casos mais insistentes. E Possendoro explica que a medicação é segura. “São [remédios] eficazes. Não geram dependência e não geram tolerância. As pessoas não precisam tomar cada vez mais remédios para melhorar, o organismo não se habitua com eles”, explica o psiquiatra.


A única pessoa que vai saber definir isso adequadamente é um médico psiquiatra. E não precisa ter vergonha de procurar esse profissional. “Depressão não é frescura. Quem tem depressão tem uma doença, que precisa ser diagnosticada”, afirma o médico. “Esse preconceito tem que cair. Se você tiver sintomas depressivos, procure um psiquiatra”, orienta.

Fonte: G1

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